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  • Foto do escritorSemana do Pescado

Agroindústria içarense abre-se ao mercado nacional

Com o selo Sisbi, empresa poderá comercializar seus produtos em todo o país


Uma nova etapa está prestes a iniciar para a agroindústria içarense Ortolan Peixes e Frutos do Mar. Em cerimônia nesta quarta-feira, dia 8, no auditório do Paço Municipal, a empresa receberá o certificado de adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi), o que representa a possibilidade de comercializar seus produtos em todo o território nacional.


“Com o selo, abre-se um campo muito maior. Já temos tratativas com empresas do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, que viram nossos produtos nas redes sociais, mas não tinham como comprar e agora têm essa oportunidade”, celebra o empresário Wagner Ortolan.


O selo também possibilita a produção de itens certificados para outros clientes. “Para nós, representa um marco de transição. É o momento de colher os frutos de tudo o que plantamos até agora. Com esse leque de oportunidades, acredito que a nossa empresa vai deslanchar no mercado, criar outras linhas de produtos e atender diferentes públicos”, ressalta.


Segundo ele, se o planejamento se concretizar como esperado, haverá a necessidade de ampliar a empresa, fomentando também a geração de empregos diretos e indiretos. Atualmente, além dos envolvidos na cadeia de fornecimento, são duas pessoas em atividade na gestão, duas em cada loja, em Içara e em Criciúma, e mais quatro na agroindústria.


Início


Wagner conta que a pesca começou como um complemento de renda, gerou o Disk-Peixe e se transformou em um negócio com potencial de crescimento a partir da abertura da primeira loja em Içara, em 2017. No mesmo ano, o empresário procurou a prefeitura em busca da obtenção do selo de inspeção municipal, o embrião para a agroindústria de beneficiamento de pescados que abriria posteriormente.


Ao mesmo tempo em que elaborava o projeto e captava recursos, o empreendedor tratou de desenvolver o produto e identificou no vácuo a forma de manter os itens congelados sem perder a qualidade. “O glaceamento é feito para proteger o produto da oxidação do freezer, mas o que temos no mercado hoje é uma grande quantidade de água, adicionada para baratear o produto”, aponta.


Após os testes, o projeto da agroindústria começou a sair do papel. A nova unidade foi inaugurada em 2019, com os produtos já certificados pelo selo municipal e, através do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário (CIM-Amrec), podendo ser comercializados nos 12 municípios da Região Carbonífera.


Reforço


Nessa trajetória, a história da Ortolan Peixes e Frutos do Mar ganhou em 2018 o reforço de Rose, esposa de Wagner e sócia nos negócios. Com sua chegada, a empresa passou a oferecer também opções de pratos prontos. “Era florista, não entendia nada de pescados, mas entrou na minha vida e o espírito empreendedor também se manifestou nela”, relata.


“Os empanados, bolinhos de peixe e de siri, casquinhas de siri, enfim, esses produtos prontos que são mais práticos e têm ótima aceitação, são todos receitas da Rose”, orgulha-se o empresário.


Novas lojas


Com a agroindústria em funcionamento, houve a expansão dos pontos de venda próprios. A peixaria em Içara transferiu-se para um local maior, às margens da Rodovia Paulino Búrigo, e outra loja foi instalada em Criciúma, junto com um restaurante. Enquanto isso, a empresa já trabalhava para também contar com o Sisbi.


O processo, iniciado por meio do consórcio da Amrec, teve a primeira auditoria realizada no final de 2021. “Devido a alguns problemas, levamos quase um ano para construir uma nova parte e colocar outra câmara fria na agroindústria. Em dezembro de 2022, chamamos outra auditoria e faltou pouco para conseguirmos (a aprovação). Em janeiro teve outra auditoria, mas ainda havia questões a resolver, até que na auditoria de fevereiro conseguimos o selo”, descreve Wagner.


A certificação refere-se à agroindústria. Dessa forma, os itens produzidos, sejam frescos, resfriados ou congelados, estão certificados e poderão ser comercializados em território nacional. Os produtos que contam com menos de 50% do pescado, a exemplo das casquinhas de siri, e os pratos prontos não estão incluídos, sendo vendidos sob fiscalização da Vigilância Sanitária.


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