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Pecnordeste: Europa segue impedindo importação do camarão brasileiro

Cristiano Maia, maior criador de camarão do país e presidente da Camarão BR, que reúne os maiores carcinicultores brasileiros, reclama da burocracia para o licenciamento ambiental



Legenda: Cristiano Maia, maior criador de camarão do país, fala na Pecnordeste sobre a carcinicultura brasileira

Foto: Divulgação


Maior criador de camarão do país, o empresário cearense Cristiano Maia roubou a cena na tarde ontem ao desenhar, na Pecnordeste, um panorama da carcinicultura brasileira, com foco na região nordestina.


Falando para mais de 100 pessoas, a maioria pequenos carcinicultores, que lotaram o auditório 01 do Centro de Eventos, onde acontece um seminário sobre a criação de camarão, ele disse que a União Europeia segue com sua decisão de impedir a importação do camarão brasileiro.


Cristiano Maia revelou que a Camarão BR – entidade que ele preside e que reúne os empresários que produzem 80% do camarão nacional – desenvolve desde 2018 grandes esforços para a retomada do mercado europeu, para o qual o Brasil já exportou camarão.


Por enquanto, esse esforço tem sido em vão, apesar do trabalho que o ministério da Agricultura faz no sentido de reabrir o mercado da Europa.


Ele também se referiu ao baixo consumo de camarão no Brasil.


“Na Europa, o consumo de camarão é de 9 a 10 quilos por pessoa por ano. Aqui no Brasil, esse consumo é de apenas 700 gramas por pessoa por ano. É um consumo muito pequeno. Mas estamos fazendo um esforço de comunicação no sentido de melhorar esse percentual”, adiantou Cristiano Maia.


O Rio de Janeiro – disse Maia – é o estado que mais consome camarão no Brasil. Em segundo lugar, está Santa Catarina — que também consome camarão marinho. Em terceiro, São Paulo.


Para o presidente da Camarão BR, a carcinicultura no Ceará está avançando, já envolvendo centenas de famílias que trocaram a agricultura pela atividade de criar camarão em cativeiro. Mas ele citou algumas dificuldades que o setor enfrenta.


O principal gargalo da carcinicultura cearense é o licenciamento ambiental, para cuja obtenção há que ser superado um muro de exigências burocráticas. Outro gargalo é a cobrança de taxas pela Cogerh, mas este é um problema para cuja solução trabalham juntos ele e o secretário de Recursos Hídricos, Robério Ribeiro.


Por enquanto, os gargalos persistem.

“Mas, felizmente, o governador Elmano de Freitas está tomando medidas para reduzir essa burocracia, e hoje mesmo, aqui na Pecnordeste, ele anunciou o envio à Assembleia Legislativa de uma mensagem com Projeto de Lei que reduz os trâmites burocráticos, e esta é uma boa notícia”, disse Cristiano Maia.


Ao final de sua fala, que durou 20 minutos e que terminou sob aplausos do auditório, ele se manifestou muito preocupado com a proposta de Reforma Tributária em tramitação no Congresso Nacional.


Cristiano Maia e seus colegas do agronegócio temem que a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) venha com uma alíquota única de 25%, o que, simplesmente, inviabilizará toda a cadeia produtiva não só da carcinicultiura, mas de todas as cadeias produtivas da agropecuária. E foi mais aplaudido ainda.







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