Raio-X do setor de pescado em Santa Catarina

Raio-X do setor de pescado em Santa Catarina

15 de agosto de 2019

O setor de pescado está intrinsecamente associado à indústria de Santa Catarina. Considerado o maior polo pesqueiro do País, o estado, que tem 7% do litoral nacional, posui 337 municípios onde ocorre a pesca artesanal, envolvendo aproximadamente 25 mil pessoas. Além disso, conta, ainda, com 700 embarcações de pesca industrial.

As estimativas são de que em torno de 10 mil empregos diretos são gerados a partir do pescado catarinense, que está também presente no mercado internacional. De acordo com o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), o valor das exportações catarinenses de pescado totalizou US$ 26,7 milhões (aproximadamente R$ 108 milhões, na cotação atual) em 2018.

“A pesca tem um papel fundamental na economia de Santa Catarina, são milhares de famílias que se dedicam a essa atividade. O setor está passando por grandes transformações e nós queremos contribuir para o fortalecimento e organização da cadeia produtiva”, afirma Ricardo de Gouvêa, secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural.

Com  o status de um dos principais produtores de pescado do Brasil, Santa Catarina tem uma produção diversificada, com destaque para a piscicultura de água doce. Além disso, é considerado um polo de produção de mexilhão e ostras. 

Santa Catarina é o quinto estado com maior produção de peixes cultivados, tendo a tilápia como espécie principal, embora a produção de carpa também seja relevante. Além disso, o Vale do Itajaí e o Litoral Norte e Sul de Santa Catarina estão entre os principais polos de produção. E ela costuma se dar em pequenas propriedades rurais, com média de 2 hectares de lâmina de água por propriedade, e mão de obra familiar.

Na safra de 2016, a piscicultura de água doce catarinense produziu 43.300 toneladas de peixes de diferentes espécies. Os dois principais mercados para os produtores catarinenses que engordam peixes são as indústrias de beneficiamento e os pesque-pague, cada um absorvendo grande quantidade dessa produção. Em termos financeiros, estima-se que as 29.637 toneladas de peixes produzidas somente pelos piscicultores comerciais e profissionais geraram mais de R$ 133 milhões.

No caso da maricultura, dados mais recentes apontam que a produção de moluscos (mexilhões, ostras e vieiras) comercializados em 2017 por Santa Catarina  foi de 13.699 toneladas, com a atuação direta na produção um contingente de 565 maricultore distribuídos em 11 municípios do litoral, compreendidos entre Palhoça e São Francisco do Sul.  

A comercialização de mexilhões foi de 11.056 toneladas, envolvendo um total de 418 mitilicultores, concentrados principalmente em Palhoça (130), responsável pela produção de 7.896t, Bombinhas (83) e Florianópolis (70). 


 

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