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  • Foto do escritorSemana do Pescado

Com ajuda de botos, pescadores conseguem quatro toneladas de tainhas em dois dias em Balneário Pinha

Fatores como pouco vento, mar calmo e temperaturas elevadas ajudaram o bom resultado da pesca



Pesca de tainhas em Pinhal

Wilson Cardoso / Arquivo Pessoal


Com o tempo bom, além do mar com temperatura de verão às vésperas do inverno, os últimos dois dias foram de fartura para os pescadores em Balneário Pinhal, no Litoral Norte. Na última quinta-feira (8) e nesta sexta (9), a Associação dos Pescadores de Cidreira (ASPECID) estima que foram apanhadas quatro toneladas de tainhas. A pesca, como de costume, contou com a ajuda dos botos.

Segundo o repórter fotográfico Wilson Cardoso, a movimentação foi intensa na praia em razão da chegada do cardume.

— Pessoal entrava na água e saía com a rede lotada de tainhas. Alguns pescadores vieram de Santa Catarina. Uma equipe que veio seguindo os botos e atracaram aqui de caminhão, equipados com redes. Um grupo grande, organizado. Tinha muito peixe — finaliza.


O pescador Sandro Roberto Levandoscki, mais conhecido como Mano, relata que os dias estavam muito iluminados e a água bastante limpa.

— Sempre passa uma grande quantidade nessa época. Ano passado a gente pegou três toneladas. Mas este ano deu tudo certo, e o número foi maior. É um peixe de bastante qualidade, que o mercado quer.


Ajuda dos botos

Costumeiramente, os mamíferos marinhos encurralam os cardumes de tainhas e fazem um sinal para os pescadores, uma espécie de "batida de cabeça", indicando que a rede pode ser lançada — como ocorre na barra do Rio Tramandaí ou em outros locais que recebem essa pesca cooperativa. Então, os pescadores conseguem pegar os peixes sem causar nenhum dano aos ajudantes marinhos.


Ignacio Moreno, professor e pesquisador da UFRGS Litoral e Coordenador do Projeto Botos da Barra, aponta a combinação propícia para as tainhas se agruparem perto da costa: pouco vento, mar calmo e temperaturas elevadas. Ele realça que esse clima que se estabeleceu nos últimos dias é incomum para esta época do ano.


— Com a chegada da frente fria e do vento sul, os cardumes que estão acumulados no nosso litoral vão subir para Santa Catarina, onde ocorre a “corrida da tainha” para elas se reproduzirem — explica Moreno. — O que a gente está vendo é esse intervalo entre essa frente que não está entrando.


Enquanto isso, os botos cercam os cardumes, que tendem a se deslocar para perto da praia, como observa Moreno:


— Os botos estão ali por fora, tentando predar o cardume. As tainhas fogem para praia, e lá tem pescador com as redes. Acaba que dá uma interação positiva para os dois lados, menos para a tainha (risos).


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