Norwell projeta expansão para o Brasil e consolida vendas nos EUA e Ásia
- Semana do Pescado

- há 1 dia
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Exportadora comercializa até 40 mil toneladas de salmão por ano, fornece para a rede Whole Foods e aposta na tecnologia de congelamento "pre-rigor"
A exportadora norueguesa Norwell comercializa entre 35.000 e 40.000 toneladas de salmão por ano, volume que representa uma fatia de 2,5% a 3% da produção total da espécie na Noruega. Com operações consolidadas no mercado norte-americano e na Ásia, em resumo, a empresa desenvolve um projeto voltado para o início das vendas no mercado brasileiro.
Fornecimento para a rede Whole Foods nos EUA
O principal mercado individual da Norwell são os Estados Unidos, em uma operação estruturada em parceria com um dos produtores acionistas da companhia e um distribuidor local. Todo o peixe destinado a esse fluxo é direcionado para a rede norte-americana Whole Foods.
Segundo o CEO da Norwell, Snorre Kvammen, o atendimento à rede exige rígidos protocolos sanitários e de manejo. “Na Norwell, nós fornecemos para diferentes mercados. Fornecemos peixes para quase todos os continentes. Nosso maior mercado individual é o americano. Fazemos isso em forte cooperação com um de nossos proprietários e maior fornecedor, e uma empresa americana do outro lado. Todo o peixe vai para a rede Whole Foods nos EUA”, reforça. “No Whole Foods existe uma dieta especializada dos animais, gaiolas especializadas e especialização em como tratar os peixes. As limitações sobre tratamentos e bem-estar animal são muito restritivas.”
Tecnologia de congelamento “pre-rigor”
No âmbito do processamento, a Norwell especializou-se no sistema de congelamento pré-rigor mortis. Em síntese, o processo reduz o intervalo entre o abate do peixe vivo e o congelamento total a -30 °C para poucas horas, preservando o frescor da proteína após o descongelamento adequado.
“Decidimos na Norwell nos especializar em congelados e colocar muito esforço no congelamento pré-rigor, o que significa que produzimos um produto que leva apenas poucas horas desde o momento em que o peixe está vivo até estar completamente congelado, atingindo rapidamente a temperatura de -30°C. Isso dá ao nosso peixe congelado um frescor único quando descongelado de forma adequada”, detalha Kvammen.
Sendo assim, o CEO da Norwell pondera que o segmento congelado exige previsibilidade e padrão de qualidade para o importador. “Os produtos congelados são provavelmente um dos mais arriscados para um importador comprar, porque você não sabe como será o produto até que ele seja descongelado, e aí já é tarde demais para qualquer discussão com o vendedor.”
Estrutura comercial e plano de entrada no Brasil
Para o atendimento do mercado no Extremo Oriente, a empresa mantém uma equipe sediada em Kuala Lumpur, na Malásia. Paralelamente, a Norwell estrutura o projeto de entrada no comércio de salmão no Brasil, com o acompanhamento da executiva norueguesa Mai Tonheim, baseada no Rio de Janeiro.
Kvammen destaca que em resumo, a construção de relacionamento com os compradores locais para viabilizar a operação no País: “Para o mercado brasileiro, haverá semelhanças com certos mercados asiáticos. É necessário um alto nível de confiança, você precisa construir essa confiança e provar que é confiável. Temos a estrutura, temos os produtos e temos as pessoas para realizar esse trabalho”, conclui.
Seafood Brasil na Noruega
A Seafood Brasil está na Noruega a convite da Norwell para conhecer de perto a produção de salmonicultura na costa oeste do país escandinavo.
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