top of page

Preço do pescado recua 2% na Ceagesp em junho; Tainha lidera queda

  • Foto do escritor: Semana do Pescado
    Semana do Pescado
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Tainha liderou a redução de 37,65% no período


O setor de pescado registrou uma queda de 2,00% no índice de preços da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) em junho de 2026, revertendo a alta de 1,00% observada no mês anterior. Este recuo foi impulsionado principalmente pela maior oferta de tainha e anchova no mercado atacadista, que tiveram quedas nos preços de 37,65% e 14,11%, respectivamente. No geral, o índice de preços da Ceagesp caiu 1,63% ante uma alta de 3,15% no mês anterior


Análise setorial do pescado

A redução de 2,00% no setor de pescado contrasta com a alta de 1,00% registrada em maio. No mesmo período do ano passado, o setor havia apresentado queda de 5,41%. Com este resultado, o acumulado no ano é de 3,56%, e em 12 meses, de 18,23%. Dos 30 itens cotados na cesta de produtos, 57% apresentaram queda de preço.


As principais quedas observadas foram na tainha (-37,65%), anchova (-14,11%), pescada amarela (-10,40%), pescada maria-mole (-8,47%) e xaréu (-6,84%). Em contrapartida, as principais altas ocorreram nos preços de espada (+23,23%), namorado (+9,79%), bagre água salgada (+6,80%), corvina água salgada (+6,52%) e cavalinha (+4,54%).


Fatores que influenciam os preços

A tainha foi o grande destaque entre os itens com redução de preço. “A alta considerável no volume mensal de oferta (+38,8%) favoreceu o arrefecimento de preço”, indica a análise da Ceagesp. Este aumento na oferta foi impulsionado por frentes frias que estimularam a rota de migração da espécie, coincidindo com o período de pesca artesanal em Santa Catarina, que ocorre tradicionalmente entre maio e julho.


Efeito substituição

Os preços mais acessíveis da tainha e da anchova no mercado atacadista geraram um efeito substituição, impactando a demanda por pescada amarela e pescada maria-mole. Conforme a Ceagesp, bares e restaurantes, grandes consumidores dessas espécies, optaram por substituir ambas, aumentando a comercialização das espécies sazonais. “A perda de liquidez forçou a redução no preço das pescadas, mesmo apresentando um volume mensal de oferta menor”, destaca a análise.


No entanto, a alta taxa de captura artesanal e industrial da tainha levou o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) a decretar o encerramento preventivo das atividades no dia 7 de junho de 2026. Este fechamento preventivo da pesca da tainha deve reduzir a presença dessa espécie no mercado atacadista em meados de julho, limitando a pressão de baixa. “Isso poderá levar, no curto prazo, a uma recuperação de preço de outras espécies mais nobres”, projeta o relatório.


 
 
 

Posts recentes

Ver tudo

Comentários


bottom of page